A arrecadação de impostos e contribuições federais registrou um desempenho histórico em fevereiro de 2026, somando R$ 222,117 bilhões. O resultado superou a mediana das expectativas do mercado, que estava situada em R$ 219 bilhões, e representou um crescimento real de 5,68% em relação ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com os dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (24), este é o maior montante arrecadado para meses de fevereiro desde 2011, consolidando uma trajetória positiva após o volume de R$ 325,751 bilhões registrado em janeiro.
O avanço nas contas públicas foi impulsionado por pilares fundamentais da economia brasileira. A arrecadação de PIS/Pasep e Cofins totalizou R$ 47,676 bilhões, uma alta real de 8,45%, explicada pelo aumento nos volumes de vendas e serviços, além da recuperação tributária no setor de combustíveis. Paralelamente, a Receita Previdenciária contribuiu com R$ 60,528 bilhões (+5,68%), sustentada pelo crescimento real da massa salarial e pela arrecadação via Simples Nacional.
Outro destaque relevante foi o IOF, que saltou 35,73% para R$ 8,696 bilhões, refletindo tanto o dinamismo das operações de crédito e câmbio quanto as alterações legislativas implementadas em junho de 2025.
O cenário tributário atual também reflete as medidas aprovadas pelo Congresso no final de 2025, que incluíram o aumento de alíquotas para fintechs, casas de apostas (bets) e Juros sobre Capital Próprio (JCP), além de uma redução linear de 10% em diversos benefícios fiscais.
No setor financeiro, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs iniciou uma escalada que elevará a alíquota dos atuais 9% para 12% até o final de 2027, atingindo 15% a partir de 2028. Essas mudanças visam aproximar a carga tributária das instituições financeiras não bancárias ao patamar dos bancos, que atualmente pagam 20% de CSLL.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a arrecadação federal atingiu R$ 547,869 bilhões, configurando uma alta real de 4,41% e o melhor resultado para o período nos últimos 15 anos.
Além da performance resiliente da Previdência e do consumo, o Fisco destacou o salto expressivo no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, que somou R$ 26,385 bilhões (+26,45%). Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelas aplicações em renda fixa, cuja arrecadação subiu mais de 54%, e pelos impostos sobre o pagamento de Juros sobre Capital Próprio, que registraram um avanço nominal de quase 39%.









