A Tecumseh, uma das principais marcas globais e protagonista da cadeia de climatização e refrigeração no Brasil, anuncia oficialmente o detalhamento de seu plano de expansão estratégica com a implantação de uma nova unidade fabril e de um Centro de Aplicação Avançado em Manaus (AM). Focada no crescimento de longo prazo do mercado nacional, a companhia aportará R$ 60 milhões em infraestrutura e equipamentos no polo industrial de Manaus, além de R$ 70 milhões na unidade de São Carlos (SP) para a produção de componentes que abastecerão a nova planta, totalizando um investimento de R$ 130 milhões, integrando o principal polo fabricante de ar-condicionado do país à sua inteligência de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O projeto foi aprovado pelo Conselho de Administração da Suframa conforme a Portaria nº 2.565, publicada no Diário Oficial da União em 8 de junho de 2026.
A nova planta tem previsão para iniciar as operações em 2028 e contará com uma capacidade de produção estimada em aproximadamente um milhão de compressores rotativos ao ano quando estiver em plena atividade. Alinhada ao compromisso de fomentar a economia e beneficiar a comunidade local, a iniciativa irá gerar até 250 postos de trabalho diretos na capital amazonense, capacitando e absorvendo a mão de obra da região.
A estrutura abrigará um Centro de Aplicação Avançado no coração do polo de ar-condicionado nacional. O objetivo é realizar testes locais de engenharia, validar aplicações reais e co-desenvolver soluções de forma ágil e conjunta com os fabricantes de ar-condicionado instalados na Zona Franca de Manaus.
A proximidade física reduzirá os ciclos de desenvolvimento de novos produtos e conectará diretamente as demandas do mercado à engenharia de ponta da companhia. Essa integração visa responder com velocidade à forte tendência de transição do mercado brasileiro para a tecnologia inverter e para as novas exigências regulatórias de eficiência energética que entram em vigor no país. O movimento antecipa o novo patamar de exigências do mercado nacional regulado pelo Inmetro, cujas novas regras de eficiência energética passaram a vigorar neste ano de 2026.
Para Ricardo Maciel, CEO da Tecumseh, a futura planta de Manaus marca a transformação do relacionamento da empresa com o mercado brasileiro e com os clientes, fortalecendo a inovação tecnológica industrial na região.
“O ar-condicionado deixou de ser um item de luxo e passou a ser uma infraestrutura essencial de saúde e produtividade no Brasil. Ao erguermos não apenas uma fábrica moderna, mas também uma estrutura de P&D conectada diretamente ao Polo Industrial de Manaus, vamos eliminar gargalos logísticos, reduzindo a dependência externa de componentes críticos e aumentando a previsibilidade de fornecimento para a indústria nacional”, ressalta o presidente da companhia. “É um ganho em competitividade, sustentabilidade e soberania tecnológica que beneficia desde os grandes fabricantes até o consumidor final”, complementa Maciel.
A expansão ocorre em um cenário de transformações climáticas latentes, impulsionado pelo aumento constante das temperaturas nas cidades e por extremos climáticos que se tornaram rotina e alteraram o hábito de consumo da população. Nesse panorama de aquecimento global e urbanização acelerada, em que o ar-condicionado passa a ser uma necessidade essencial, apenas 20% das residências brasileiras possuem o aparelho — um contraste expressivo frente a mercados maduros como o Japão e os Estados Unidos, onde a penetração atinge 80%.
Com projeções de crescimento do setor estimadas entre 5% e 8% ao ano até 2032 no Brasil, a presença estratégica da Tecumseh em Manaus garante o suporte industrial necessário para sustentar essa curva massiva de climatização na próxima década.
Atualmente detentora de uma fatia de mercado de 15% a 20% no país, a Tecumseh projeta alcançar 30% de market share com os novos investimentos. O projeto apoia as políticas públicas locais que dão competitividade ao setor, como os PPBs (Processos Produtivos Básicos) da Zona Franca de Manaus, fortalecendo o ecossistema do Polo Industrial de Manaus (PIM), gerando empregos qualificados, adensando a cadeia de fornecedores regionais e provando que a alta tecnologia aplicada à climatização global também se desenvolve e se fabrica no coração da Amazônia.






