A Vila Galé vai investir cerca de R$ 1 bilhão para abrir sete hotéis no Brasil até 2028. O plano levará a rede portuguesa a cinco cidades e ampliará em 34% sua oferta de quartos no país.
Hoje, a companhia opera 13 hotéis e 4.327 quartos no mercado brasileiro. Com os novos projetos, serão adicionadas 1.487 acomodações, elevando a capacidade para mais de 5,8 mil quartos.
O Brasil já é o segundo maior mercado da Vila Galé, atrás apenas de Portugal. A rede soma 52 unidades: 34 em território português, 13 no Brasil, quatro em Cuba e uma na Espanha.
“O investimento vai rondar cerca de R$ 1 bilhão”, afirma Jorge Rebelo de Almeida, fundador da Vila Galé.
Expansão começa com dois hotéis em São Luís
Os primeiros lançamentos estão previstos para 2026, ambos em São Luís, no Maranhão.
Uma unidade com 43 quartos deve abrir em outubro. A segunda, com 50 acomodações, tem inauguração prevista para dezembro.
Em 2027, a rede pretende avançar para Coruripe, em Alagoas, com dois hotéis de 350 e 144 quartos. João Pessoa, na Paraíba, também receberá uma unidade com 300 acomodações no mesmo ano.
O ciclo será completado em 2028 com hotéis de 300 quartos em Florianópolis, em Santa Catarina, e Brumadinho, em Minas Gerais.
Rede aposta em hotéis novos e recuperação de prédios
A expansão combinará empreendimentos construídos do zero com projetos de retrofit, modelo que reaproveita e moderniza imóveis existentes.
A recuperação de edifícios históricos já faz parte da estratégia da companhia. Um dos exemplos é o Vila Galé Collection Ouro Preto, resort de 311 quartos inaugurado em 2025 após a restauração de um prédio ligado ao antigo Regimento de Cavalaria de Portugal no Brasil.
“Recuperar prédios que estão abandonados, trazê-los de novo para a vida é dar sentido econômico”, afirma Almeida.
A rede também avalia novos projetos além dos sete já anunciados. Entre as possibilidades está um hotel em Areal, na região serrana do Rio de Janeiro.
Brasil concentra expansão antes de outros países latinos
A Vila Galé também considera, no longo prazo, entrar em mercados como Argentina, Chile e Peru.
Por enquanto, porém, a prioridade está no Brasil.
“Temos carga de lançamentos tão grande no Brasil que vamos concentrar no país”, diz o fundador.
A decisão vem depois de um ano de forte crescimento. Em 2025, a operação brasileira faturou cerca de R$ 800 milhões, alta de 20% sobre 2024.






