A Zurich Seguros lançou uma solução específica para a construção de data centers no Brasil, depois de participar da proteção de 10 projetos que somam cerca de R$ 15 bilhões em valores segurados no país.
Batizado de Zurich Data Center, o produto combina seguro de Riscos de Engenharia, coberturas adicionais e serviços de análise técnica para obras marcadas por alta dependência de energia, equipamentos especializados, conectividade e cronogramas de comissionamento.
O lançamento acompanha a corrida por infraestrutura digital puxada por inteligência artificial e computação em nuvem. Segundo dados do JLL Latin America Data Center Report citados pela seguradora, o Brasil concentra cerca de 48% da capacidade instalada em operação na América Latina e 71% da capacidade atualmente em construção na região.
Seguro cobre riscos dentro e fora da obra
A proposta vai além de danos físicos no canteiro.
O produto pode incluir proteção contra impactos causados por falhas em fornecedores e estruturas externas essenciais ao projeto. Uma interrupção de energia provocada por evento coberto, por exemplo, pode comprometer testes, comissionamento e o cronograma da obra.
“O seguro pode incluir, além das coberturas tradicionais, coberturas específicas para riscos com alta exposição em data centers”, afirma Fabio Silva, superintendente de Riscos de Engenharia e Riscos Patrimoniais da Zurich Seguros.
A solução também contempla exposições ligadas a sistemas de controle de temperatura e umidade, equipamentos críticos e interrupções capazes de atrasar a entrada em operação.
Versão ‘eco’ olha para riscos até 2100
A Zurich criou ainda uma versão voltada a data centers que deverão operar com energia 100% renovável.
O Zurich Data Center Eco inclui serviços de engenharia de riscos e consultoria climática sem custo adicional, segundo a companhia.
A análise considera cenários de curto, médio e longo prazo até 2100, com avaliação de ameaças como chuvas extremas, inundações, ondas de calor, granizo e raios.
“Em grandes obras, os riscos surgem cada vez mais cedo, tornam-se mais interdependentes e ficam mais difíceis de recuperar quando se materializam”, afirma Tiago Santana, superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich.
