O novo diretor executivo da Walt Disney, Josh D’Amaro, anunciou nesta terça-feira uma nova rodada de demissões como parte de uma estratégia para otimizar as operações globais da companhia. Segundo um e-mail enviado aos colaboradores e obtido pela Reuters, os cortes devem atingir cerca de 1.000 postos de trabalho em diversas frentes da gigante do entretenimento. A medida reflete o esforço da liderança para adaptar a estrutura da empresa às transformações tecnológicas e econômicas que impactam o setor.
Os cortes de pessoal afetarão departamentos estratégicos, incluindo o grupo de marketing, que já havia passado por uma reorganização no início deste ano. Além disso, áreas como estúdios de cinema, divisões de televisão, a rede esportiva ESPN e os setores de produtos e tecnologia serão impactados. Funções corporativas também estão no alvo do plano de reestruturação, que busca eliminar redundâncias e focar na eficiência operacional diante de um cenário de mercado cada vez mais desafiador.
No comunicado interno, D’Amaro ressaltou que a velocidade das mudanças nos setores de mídia e entretenimento exige uma força de trabalho mais ágil e tecnologicamente capacitada. O executivo justificou a eliminação das funções como uma necessidade para garantir que a Disney possa atender às demandas futuras dos consumidores. A declaração reforça o posicionamento da companhia em priorizar a agilidade organizacional em detrimento de estruturas tradicionais que podem não ser mais viáveis no contexto atual.
A decisão da Disney acompanha uma tendência observada em outros grandes estúdios de Hollywood, que enfrentam o declínio das receitas da televisão tradicional e oscilações nas bilheterias cinematográficas.
O aumento da concorrência entre as plataformas de streaming também pressiona as margens de lucro, forçando as empresas a buscarem novas realidades econômicas. Essa conjuntura tem levado a indústria a reavaliar investimentos e a adotar medidas drásticas de contenção de custos para manter a competitividade global.
Esta é a primeira grande reestruturação sob o comando de D’Amaro, após a massiva rodada de cortes ocorrida em 2023, quando 7.000 funcionários foram desligados para gerar uma economia de US$ 5,5 bilhões. Até setembro do último ano fiscal, a Disney contava com aproximadamente 231.000 colaboradores em seu quadro funcional. O anúncio, noticiado inicialmente pelo Wall Street Journal, coloca a empresa novamente no centro das discussões sobre o futuro do emprego nas grandes corporações de mídia e tecnologia.









