Antes de uma grande empresa colocar agentes de inteligência artificial para trabalhar, existe um problema menos visível: fazer sistemas antigos conversarem entre si. ERPs, CRMs, plataformas internas, bases de dados e aplicações legadas costumam operar em camadas separadas, o que encarece projetos e atrasa a adoção de automações mais avançadas.
É nesse ponto que a APIPASS, plataforma catarinense de integração e orquestração de sistemas, tenta crescer. A companhia afirma gerar economia de mais de 80% em integrações para clientes que lidam com grandes volumes de dados e projeta avanço de 35% neste ano.
Sediada em Florianópolis, a empresa tem como sócios o Grupo Supero e a nstech. A plataforma já foi usada em operações de companhias como Portonave, 99, Sebrae, Cacau Show, JBS, Mondelez, Red Bull, Royal Canin e Scheffer, segundo a APIPASS.
Gargalo da IA começa antes do algoritmo
A discussão sobre inteligência artificial nas empresas costuma focar em agentes, copilotos e automação. Na prática, boa parte do trabalho começa antes: organizar os fluxos de dados para que essas ferramentas consigam acessar informações confiáveis.
Sem integração, a IA fica limitada. Um agente pode até responder perguntas ou executar tarefas simples, mas dificilmente consegue atuar em processos críticos se os dados estão espalhados em sistemas que não se comunicam.
Valdemir Silveira, CEO e cofundador da APIPASS, diz que a empresa funciona como uma camada anterior à implementação de IA.
“O mercado está acelerado na incorporação de Inteligência Artificial e nós somos um passo antes, a camada essencial para quem quer implementar a solução. Com abordagem low-code, ajudamos a resolver a complexidade de fazer diferentes sistemas trabalharem juntos, governando os fluxos de dados e monitorando integrações em tempo real”, afirma.
Plataforma low-code substitui integrações manuais
A proposta da APIPASS é reduzir a dependência de desenvolvimento manual em projetos de integração. Em vez de criar conexões do zero para cada sistema, a plataforma usa uma abordagem low-code, com menos código e mais componentes configuráveis.
Esse modelo busca acelerar projetos de TI, diminuir manutenção e evitar scripts frágeis, que muitas vezes quebram quando um sistema é atualizado ou quando a operação ganha escala.
A empresa também centraliza a governança das informações em um único ambiente, o que ajuda a monitorar integrações em tempo real e preparar dados para dashboards, automações e agentes inteligentes.
Grandes operações usam integração em tempo real
O foco da APIPASS está em setores com processos complexos, como logística, indústria e varejo. Nesses segmentos, falhas de integração podem afetar pedidos, entregas, estoque, faturamento, atendimento e tomada de decisão.
A companhia afirma manter 99,8% de disponibilidade na plataforma. No caso da Portonave, por exemplo, a solução é usada para integração em tempo real, segundo o material divulgado pela empresa.
Clientes como JBS, Mondelez, Red Bull e Cacau Show aparecem como exemplos de operações em que a integração entre sistemas é essencial para manter processos estáveis e decisões baseadas em dados.
A APIPASS foi fundada em 2020 e se posiciona como uma plataforma para conectar sistemas, governar fluxos e habilitar automações com inteligência artificial.









