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Home Agronegócio

Avanço dos drones reforça eficiência do agro brasileiro, afirma Gohobby

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
27/05/2026
em Agronegócio
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Drone DJI Agras
Divulgação/Gohobby

Drone DJI Agras Divulgação/Gohobby

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O avanço do agronegócio brasileiro tem acelerado a adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade, reduzir custos e contribuir com a gestão no campo. Entre elas, os drones agrícolas deixaram de ser uma solução pontual e passaram a integrar a rotina de um número crescente de produtores. Em quatro anos, a frota em operação no país apresentou um crescimento exponencial, passando de cerca de 3 mil equipamentos, em 2021, para aproximadamente 35 mil em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Na prática, o uso dos veículos aéreos autônomos permite aplicações mais precisas, com menor consumo de água e defensivos, além de viabilizarem operações em áreas onde máquinas terrestres encontram limitações. Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, “o drone deixou de ser uma novidade tecnológica e se consolidou como uma ferramenta de gestão. Ele reduz desperdícios, minimiza perdas causadas pelo tráfego de tratores, amplia a eficiência operacional e gera dados que qualificam a tomada de decisão”. Além disso, mantém alto desempenho mesmo com menor volume de calda e evita o amassamento das culturas, cujas perdas podem chegar a 7% na soja e 4,8% no arroz.

Nos últimos anos, um dos principais avanços do setor foi a ampliação no volume de carga e da autonomia dos equipamentos. Modelos de alta performance, como o DJI Agras T100, com capacidade para até 100 litros, e o T70P, de 70 litros, ampliaram a escala das operações no campo. Em condições ideais, um único drone desse porte pode cobrir entre 200 e 250 hectares por dia, aproximando o desempenho da pulverização aérea ao de métodos tradicionais.

“Esse aumento de capacidade mudou completamente a lógica de adoção”, diz Buzaid. “Hoje, falamos de drones que entregam produtividade real, competem em eficiência com equipamentos convencionais e ainda eliminam perdas causadas pelo amassamento das plantas”, acrescenta.

Além desses modelos, drones como o Agras T50 se destacam como uma das principais apostas da tecnologia agrícola, reunindo levantamento aéreo, pulverização e dispersão em um único equipamento. O modelo conta com câmera FPV de alta resolução, geração de mapas em tempo real e rotas automatizadas de voo, permitindo operações autônomas com apenas um toque. Com capacidade para até 40 kg em pulverização e 50 kg em dispersão, o drone incorpora sistema de atomização dupla, radares dianteiro e traseiro e visão binocular, ampliando a estabilidade e a precisão das operações no campo.

Já o Agras T25P foi desenvolvido para propriedades de pequeno e médio porte, combinando leveza, precisão e alta capacidade operacional. Operado por uma única pessoa, o equipamento suporta até 20 kg em pulverização líquida e 25 kg em dispersão de sólidos. Equipado com radares, visão binocular e câmera FPV de alta resolução, o modelo realiza levantamento aéreo, pulverização e dispersão com eficiência mesmo em terrenos irregulares. Indicado para culturas como soja, milho, arroz, cafezais e hortaliças, o drone também conta com rotas automáticas em 3D, garantindo maior precisão e redução da deriva de defensivos agrícolas.

Para Buzaid, o papel dos drones no campo é complementar ao das máquinas tradicionais. “Eles não substituem tratores, pulverizadores e colheitadeiras, mas agregam inteligência às operações. O drone entra onde a máquina não chega, atua de forma precisa e eficiente”, afirma o CEO.

A DJI Agriculture estima que centenas de milhares de drones agrícolas estejam em operação no mundo, aplicados em diferentes culturas e sistemas produtivos. No mercado brasileiro, esses equipamentos chegam ao produtor por meio de distribuidores especializados.

Atuando no mercado brasileiro desde 2010, a Gohobby é distribuidora da DJI Agriculture no Norte do país, e passou a atuar de forma estruturada no segmento agrícola desde 2023, acompanhando o amadurecimento da demanda por agricultura de precisão. Com as linhas Enterprise, Agriculture e Delivery, a empresa também atende setores como segurança pública e privada, monitoramento, busca e resgate e órgãos públicos. 

Tags: AgronegócioEmpresasInvestimentosMercadoNegócios
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