O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou em 2025 o maior lucro recorrente da história da instituição, com R$ 15,2 bilhões, resultado 15,4% superior a 2024. O Banco encerrou o ano com recorde na injeção de crédito, totalizando R$ 366 bilhões, alta de 32% em relação a 2024, maior valor nominal da história em ativos totais (R$ 962 bilhões), carteira de crédito (R$ 664 bilhões) no maior patamar desde 2016, caixa livre quadruplicado (R$ 61 bilhões) em relação a 2022 e maior patamar histórico do Patrimônio Líquido (R$ 172 bilhões).
O desempenho operacional em 2025 apresentou forte crescimento por demanda de crédito frente ao ano de 2024. As consultas somaram R$ 389,2 bilhões (aumento de 19% em relação a 2024 e de 170% em relação a 2022). As aprovações de crédito alcançaram R$ 237,9 bilhões (12% acima de 2024 e 80% maior que 2022), com destaque para o aumento de 215% na indústria (R$ 71 bilhões), 125% em Comércio e Serviços (R$ 41,2 bilhões) e 100% na agropecuária (R$ 54,3 bilhões) em relação a 2022.
Já os desembolsos do BNDES totalizaram R$ 169,7 bilhões em 2025, aumento de 27% frente a 2024 e de 74% a 2022, com manutenção da trajetória de crescimento. No triênio 2023-2025, houve aumento de 221% nas consultas, 164% nas aprovações e 126% nos desembolsos, em relação a 2019-2021.
Para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), as aprovações de crédito em 2025 totalizaram R$ 224 bilhões, aumento de 43% em relação à 2024 e de 215% em relação a 2022, sendo R$ 95,8 bilhões em crédito e R$ 128,2 bilhões de operações garantias oferecidas pelos fundos garantidores.
“O BNDES fomenta o crédito em R$ 1 bilhão por dia, uma contribuição fantástica que permite investimento, inovação, modernização, descarbonização da economia. Inclusive, o aumento da competividade e da oferta de produtos ajuda a reduzir a inflação estrutural. O BNDES dá uma contribuição muito grande para o desenvolvimento do país”, comemorou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O lucro líquido de R$ 26,8 bilhões em 2025, incluindo eventos recorrentes, não recorrentes e o resultado de alienações de ações não coligadas registrado em lucros acumulados (Resolução CMN nº 4.966/21) foi 1,7% superior aos R$ 26,4 bilhões apurados em 2024. Já o lucro líquido recorrente de R$ 15,2 bilhões é o maior da história, representando crescimento de 15,4% frente a 2024 (R$ 13,2 bilhões) e 22% em relação a 2022 (R$ 12,5 bilhões). No triênio 2023 a 2025, o lucro recorrente foi 86% superior ao apurado no triênio 2019 a 2021.
Em ambas as medidas, destaca-se que o resultado financeiro do BNDES foi beneficiado pelos ganhos de crédito e tesouraria, oriundos do crescimento dos ativos como um todo.
m 31 de setembro de 2025, o saldo do FAT era de R$ 484,9 bilhões, representando a parcela mais significativa da estrutura de funding do BNDES (50,4% dos passivos onerosos da instituição). O aumento de R$ 37,0 bilhões em relação ao saldo em 31 de dezembro de 2024 é oriundo, principalmente, da apropriação de juros e ingresso de novos recursos.
O valor devido pelo BNDES ao Tesouro Nacional totalizou R$ 36,3 bilhões em 31 de dezembro de 2025. A redução de 10,1% decorre, principalmente, da amortização de principal e juros em montante superior ao ingresso de recursos e apropriação de juros e correção monetária ao longo de 2025.
O BNDES recebeu, ainda, novos recursos para operacionalização de fundos, cujo saldo totalizou R$ 135,8 bilhões em 31 de dezembro de 2025 (aumento de 90,0% no ano). Em 2025, ingressaram R$ 22,0 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações – Plano Brasil Soberano, R$ 14,0 bilhões do Fundo Nacional sobre a Mudança do Clima (FNMC), R$ 12,0 bilhões do Programa Liquidação de Dívidas Rurais, R$ 6,0 bilhões do Programa Renovação de Frota, R$ 5,0 bilhões do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e R$ 5,0 bilhões do Fundo Rio Doce (FRDC).
Em 2024, o BNDES retornou ao mercado doméstico de captação com as emissões de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e de Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs). Em 2025, o BNDES intensificou essas emissões e os saldos desses instrumentos totalizaram, respectivamente, R$ 10,2 bilhões e R$ 16,5 bilhões em 31 de dezembro de 2025.
O passivo com captações externas atingiu R$ 40,1 bilhões em 31 de dezembro de 2025, com acréscimo de 18,7% no ano. Os R$ 11,4 bilhões captados (R$ 4,9 bilhões com o China Development Bank – CDB, R$ 2,7 bilhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, R$ 1,1 bilhão com o Instituto de Crédito Oficial – ICO, R$ 1,1 bilhão com a Corporação Andina de Fomento – CAF, R$ 1,0 bilhão com o New Development Bank – NDB e R$ 0,6 bilhão com a Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD), somados à apropriação de juros, foram parcialmente compensados pelas amortizações de principal de R$ 2,0 bilhões e pelo efeito da desvalorização do dólar norte-americano no saldo devedor dos contratos.
Essa expansão nas fontes de recursos tem possibilitado a contínua ampliação e diversificação de funding, com foco na redução do custo de captação e no fortalecimento da competitividade do Sistema BNDES.
O patrimônio líquido do BNDES apresentou aumento de 8,6%, atingindo, em 31 de dezembro de 2025, o saldo de R$ 172,0 bilhões, também o maior valor nominal da história. O aumento de R$ 13,6 bilhões frente ao encerramento de 2024 decorre, principalmente, do lucro líquido de R$ 26,8 bilhões e do efeito positivo do ajuste a valor de mercado de ativos (ações e títulos públicos) de R$ 1,9 bilhão, atenuados por distribuição de dividendos de R$ 15,2 bilhões.
*Com informações do BNDES








