A JHSF (JHSF3), holding líder no setor de alta renda, reportou resultados históricos no encerramento de 2025, impulsionada por uma transação bilionária de seu estoque imobiliário. A companhia registrou lucro líquido de R$ 978,3 milhões no quarto trimestre, um salto de 138% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro totalizou R$ 1,868 bilhão, alta de 117% frente a 2024.
O desempenho recorde foi ancorado pela venda de 496 ativos — incluindo lotes, casas e apartamentos — para o fundo JHSF Capital Desenvolvimento Imobiliário, em uma operação de R$ 5,2 bilhões estruturada com apoio de Bradesco, Itaú e XP.
Do montante total, R$ 1,586 bilhão foi reconhecido no caixa da empresa ainda no quarto trimestre. A estratégia visa separar a incorporação imobiliária para priorizar os segmentos de renda recorrente, como shoppings, hotéis e o aeroporto executivo do grupo.
O impacto da megaoperação refletiu-se em diversos indicadores financeiros. O Ebitda ajustado somou R$ 1,137 bilhão no trimestre, crescimento expressivo de 317%, enquanto a receita líquida avançou 278,5%, atingindo R$ 2,063 bilhões.
No balanço patrimonial, a transação permitiu que a JHSF revertesse sua posição financeira, passando de uma dívida líquida de R$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre para um caixa líquido de R$ 2,3 bilhões ao final de dezembro.
Apesar da influência da venda de ativos, o presidente da companhia, Augusto Martins, ressaltou que os negócios de renda recorrente também atingiram níveis máximos de desempenho. No segmento de shoppings, que inclui o Cidade Jardim e o Catarina Fashion Outlet, as vendas cresceram 10%, com taxa de ocupação de 99,2%. Na divisão Fasano, a diária média subiu para R$ 4,557 mil, consolidando o ano com lucro recorde de R$ 968,9 milhões nos ativos de renda recorrente.









