Novas tecnologias passaram a reforçar o trabalho de brigadistas que atuam no combate a incêndios no Cerrado. Torres de monitoramento, algoritmos de detecção de fumaça e aplicativos offline estão entre as ferramentas utilizadas para reduzir o tempo de resposta aos focos de fogo.
As iniciativas são apoiadas pelo Programa Copaíbas, voltado à proteção dos biomas Amazônia e Cerrado. O projeto atua em ações de conservação ambiental, prevenção ao desmatamento e fortalecimento de unidades de conservação.
Sistema identifica fumaça quase em tempo real
Uma das novas estruturas foi instalada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. O sistema utiliza câmeras de alta resolução e algoritmos capazes de identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real.
Segundo especialistas envolvidos no projeto, a tecnologia reduz atrasos comuns em sistemas baseados apenas em imagens de satélite.
Os alertas são enviados diretamente para as equipes responsáveis pelo monitoramento e combate aos incêndios.
Aplicativos offline ajudam brigadistas em áreas remotas
Outra ferramenta utilizada pelas brigadas é um aplicativo que funciona mesmo sem conexão com internet. O recurso permite troca de informações entre equipes em regiões de difícil acesso.
As plataformas ajudam no compartilhamento de localização, planejamento de ações e comunicação durante operações em campo.
Segundo os organizadores do programa, o objetivo é ampliar a capacidade de resposta das brigadas comunitárias.
Programa investe em equipamentos e prevenção
Além das ferramentas digitais, o Programa Copaíbas também investe em equipamentos de proteção individual e materiais para combate ao fogo.
Em 2025, uma chamada pública do projeto destinou R$ 5 milhões para iniciativas ligadas ao Manejo Integrado do Fogo em unidades de conservação e áreas próximas.
O programa é administrado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) com financiamento da Iniciativa Internacional da Noruega para Clima e Florestas.
Cerrado enfrenta pressão de incêndios e desmatamento
O Cerrado é um dos biomas mais afetados por queimadas no Brasil. Brigadas comunitárias atuam principalmente na prevenção, monitoramento e combate inicial aos incêndios florestais.
Segundo organizações ambientais, o uso de tecnologia pode ampliar a eficiência das operações e reduzir danos ambientais causados pelo fogo.
Especialistas também avaliam que ferramentas baseadas em inteligência artificial devem ganhar espaço no monitoramento ambiental nos próximos anos.








